Durabilidade dos gadgets será diferencial dos fabricantes

Thaylan Melo | 22:12 | 0 comentários


  • Na CES 2013, várias empresas apresentaram soluções para tornar seus tablets e smartphones mais resistentes



Não era necessário andar muito pelo Las Vegas Convention Center durante a CES 2013 para encontrar alguém disposto a causar sérios danos ao seu smartphone. A Tech21 estava a postos para acertá-lo com uma marreta. No stand da G-Form, o prato do dia era a morte por bola de boliche. E fique longe do stand da Invisible Phone Guard, a não ser que você tenha o desejo de ver um smartphone sendo usado com uma tábua de corte.
Muitos expositores na CES tinham a proteção em mente, e não estamos falando apenas de capinhas. Em vez disso, fabricantes de acessórios e até mesmo alguns de aparelhos querem tornar seus gadgets mais duráveis antes mesmo que eles cheguem à sua mão.
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Seu smartphone sobrevive a uma martelada?
“Eletrônicos portáteis se tornaram uma parte integral da vida de todos nós”, disse Felipe Pimineto da Drywired, que demonstrava sua tecnologia “nano-coating” para proteger dispositivos móveis de acidentes com líquidos. “Qualquer coisa que possa ser feita para proteger estes aparelhos merece ser analisada”. Isso significa que empresas como a DryWired, Liquipel e várias outras podiam ser encontradas por todo o pavilhão exibindo tecnologia que protege os aparelhos de dano por líquidos.
As empresas que não estavam focadas na proteção contra líquidos estavam tentando deixar os aparelhos mais resistentes a riscos. A Corning apresentou uma nova versão de seu vidro Gorilla Glass, que segundo a empresa é capaz de resistir a forças três vezes maiores antes de rachar. O Gorilla Glass 3 também diminui o número de riscos visíveis e reduz a quantidade de stress residual através do vidro. Isso torna muito menor a probabilidade de uma tela já rachada estilhaçar com um segundo impacto.
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O CEO do Huawei de um banho, literalmente, no Ascend Mate
Os fabricantes de aparelhos também entraram no jogo torturando seus produtos. Ao apresentar seu novo “phablet” Ascend Mate, o CEO da Huawei derramou um jarro d’água sobre ele para destacar sua resistência. Da mesma forma o CEO da Sony, Kazuo Hirai, mencionou a capacidade do Xperia Z de resistir a um mergulho de até 30 minutos de duração a até 1 metro de profundidade. O stand da Sony tinha aquários cheios de Xperia Z submersos. 
Porque o súbito foco na criação de aparelhos mais duráveis? Porque há mais deles à solta, nas mãos de mais pessoas. Uma pesquisa feita no ano passado pela Pew Internet & American Life Project afirma que quase a metade dos adultos nos EUA tem um smartphone, e que quase um quarto deles tem algum tipo de tablet.
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No stand da Sony, o Xperia Z relaxava no aquário
Dispositivos móveis não são só mais comuns, também são mais sofisticados, disse Paul Beaulieu, vice presidente do grupo de materiais baseados em safira da fornecedora de materiais e equipamentos GT Advanced Technologies. “Certamente uma das tendências nos dispositivos móveis é que eles são mais finos, mais leves e mais populares”, disse Bealieu. “Tudo isso combinado leva a uma maior taxa de quebras, dados os materiais atuais”.
Isso não soa muito bem para o proprietário de um aparelho que, após gastar alguns milhares de reais em um smartphone ou tablet, gostaria que seu investimento fosse capaz de sobreviver a um mergulho acidental na piscina ou arranhões causados por areia e poeira. E isso dá aos fabricantes de aparelhos a oportunidade de se destacar de seus concorrentes.
“Muitos fabricantes estão procurando por um diferecial”, disse Bealieu. Aparelhos mais duráveis são uma forma de conseguir isso.
Faz sentido quando você pensa sobre o assunto. A velocidade de um processador não é algo que interessa muito ao consumidor médio, e mesmo as câmeras de alta qualidade estão se tornando mais comuns. Mas criar um aparelho que seja mais resistente a poeira, água e danos que os de seus concorrentes? Essa é uma ótima forma de chamar a atenção, mesmo em um pavilhão de exposições lotado como na CES.

via Pc World

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